dub ENTREVISTAS

Groovin Mood entrevista: Kanka, Steppa Warrior Style

...
...
...

Alexis Langlois, francês, 32 anos. Kanka, para os apreciadores de dub mundo afora. Responsável por competentes mixagens e invenções, o produtor de stepper falou ao Groovin Mood, em entrevista abaixo.

(por Dani Pimenta)

Groovin Mood – Alex, uma curiosidade: o que significa Kanka? No dicionário caboverdiano, por exemplo, Kanka quer dizer “a canção do galo”, algo bastante sonoro, barulhento… Há alguma relação do tipo?
Kanka – Na verdade, o meu Kanka foi sugestão de um amigo, que dizia soar bem a palavra “Kanka”. Uma coincidência.

GM – Como foram seus primeiros contatos com a música jamaicana, suas primeiras impressões, primeiros ídolos?
Kanka – Eu descobri a música jamaicana quando eu tinha 18 anos de idade, ouvindo Max Romeo, Sylford Walker, U-Roy, e mais tarde com artistas do dub, como Lee Perry, King Tubby e Scientist. Então eu percebi que este estilo de música é muito interessante, por permitir um monte de possibilidades, privilegiando baixo, percussão e efeitos (e não a voz…)

GM – Você fazia parte de uma banda, a King Riddim. Quando surgiu a banda? Ela ainda existe?
Kanka -King Riddim era uma banda de reggae com 9 músicos, formada em 1996, e não está mais em atividade desde 2006. Tornei-me parte dela em 1998, como percussionista, e saí em 2004.

GM – Então você mantinha a King Riddim em paralelo ao trabalho como produtor.
Kanka – Sim, na verdade dei os primeiros passos como Kanka dentro da King Riddim. Então, eu depressa compreendi o que era mais interessante para mim.

GM – Quando você passou a tocar definitivamente como Kanka?
Kanka – O projeto Kanka começou realmente em 2003.

GM – Como você define o seu som?
Kanka – Não é fácil para mim para definir o som do Kanka. Eu diria que é “steppa style”, ou seja, com um permanente movimento a maior parte do tempo. O tambor e o baixo são pesados. Eu sempre uso velocidade, tempos marcados, porque eu gosto quando as músicas são dançantes, como uma dança tribal.

GM – Como você faz as suas composições, que elementos são usados?
Kanka – Para compor eu crio primeiro os tambores e os sons graves no Fruity Loops. Então, eu trabalho no Cubase SX e adiciono os teclados, melodia, efeitos, voz …

GM – Várias de suas músicas foram gravadas em parceria com Brother Culture. Como foi seu contato com ele?
Kanka – O encontrei por meio da minha gravadora, a Hammerbass, e foi durante meu primeiro show, minha primeira turnê, e naquela ocasião ele estava tocando com Mannaseh (Nick Manasseh, importante nome do roots inglês. Com Manasseh, Brother Culture percorreu países como Ilhas Reunião, Sérvia, Israel, Zâmbia, Trinidad, México). Daí surgiu a parceria.

GM – Qual a discografia do Kanka?
Kanka – Em 2003, a autoprodução “Every night is dub; em 2005 “Don´t stop dub “; em 2006″ Alert” ; 2007, “first maxi with vibronics”; 2008, “first maxi as kanka,; e em 2009 meu novo álbum, “Submersion”.

GM – E seus trabalhos e projetos atuais?
Kanka -Em 6 de Abril próximo, lançarei o “Submersion”, e em breve um novo maxi também. E eu comecei a apresentar um projeto secundário de dubstep.

GM – Como anda a cena reggae/dub na Europa?
Kanka – Acho que há uma dinâmica favorável na Europa para o reggae e para o dub. É ainda algo meio underground, como em todos os lugares mais “ricos”, creio.

GM – O que Kanka ouve em casa?
Kanka – Eu ouço coisas diversas, como o hip hop, dubstep, roots, dub, drum & bass, mas infelizmente não tenho muito tempo para ouvir e descobrir novas bandas.

GM – Você recebe algum tipo de feedback brasileiro? Emails, mensagens…? Já nos visitou antes, ou pretende vir para terras tupiniquins?
Kanka – Às vezes eu recebo alguns e-mails do Brasil, mas não muito. Alguns músicos do Brasil fizeram alguns remixes dos meus sons, mas algo mais para o divertimento. Apesar disso, não tenho contatos por aí. Nunca fui ao Brasil, e realmente sinto bastante vontade de visitá-los, até porque pouco conheço sobre a cena de reggae e dub daí.

GM – Qual a mensagem do Kanka aos fãs brasileiros?
Kanka – Eu quero agradecer às pessoas que me ouvem no Brasil. É muito longe da França ,e é um grande prazer para mim ser escutado aí. Digo a todos “keep on dubbing!”, e que tenho grande respeito por todos os fãs. Agradeço à você, Dani, por esta entrevista. Continuaremos em contato. Desejo a todos vocês o melhor. Vejo você em breve, boa sorte para o futuro!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Powered by: Wordpress